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segunda-feira, 17 de março de 2008

Lost in the Maelström


Lostmaníacos!

Começou a quarta temporada do Lost no AXN. Eu sei que estou atrasada, mas é que fico vendo e revendo os episódios , então não dá tempo de postar, né?
No fim da terceira temporada, vimos um flash foward do Jack, em que ele saiu da ilha com a Kate, mas parecia perturbado. Perturbado é pouco, ele se tornou extremamente deprimido.
Mas, o que houve? Presumo que ele e os outros cinco (Oceanic 6) que saíram da ilha fizeram um pacto ou foram forçados a não falar dos sobreviventes que lá ficaram.
Porém, estou escrevendo para comentar um a teoria muito interessante que li no fórum do LostBrasil.com , sobre Realidades Paralelas.
Veja:http://www.lostbrasil.com/viewtopic.php?t=19664&postdays=0&postorder=asc&&start=0
Segundo Jaguarhx , que postou o tópico (nada mais, nada menos que 31 páginas impressas, que eu li!!!) , há várias evidências de que os nossos losties não são encontrados , pois estão em uma realidade paralela. A ilha seria um portal entre nossa realidade e a outra (outras?)
Várias pistas são espalhadas desde a primeira temporada, e muitas delas aparecem agora na quarta temporada, mais para confundir do que para esclarecer.
Uma coisa que eu adoro é pesquisar o possível significado dos nomes dos personagens. Por exemplo, na quarta temporada, surgiu um novo personagem, o paranormal mau caráter Miles Straum. As duas palavras de seu nome remetem ao Maelstrom que, na mitologia nórdica é um gigantesco redemoinho. Também pode referir-se a uma situação violenta, turbulenta.
O Maelstrom ficou famoso em um célebre conto de Edgar Allan Poe, "Descida ao Maelström". Poe, por sinal, é o mestre do mistério, que não falta na ilha...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

The Raven


Uma das minhas paixões é Edgar Allan Poe. Sempre fiquei fascinada pela paradoxal mistura de mistério e lógica em seus contos.
Porém, hoje, o que me vem à mente é um dos mais belos poemas que já li: The Raven.
Lindamente ilustrado por Gustave Doré , o poema narra o desespero do eu-lírico ao defrontar-se com a morte e a perda da sua amada Lenore.
Um trecho, traduzido por Fernando Pessoa.

"Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!"

Não há o que questionar da maestria da tradução de Pessoa, porém perde-se o lindo efeito do original:

"... a radiant maiden whom the angels name Lenore -
Quoth the Raven ' Nevermore'."